• 26

Como ser aprovado na seleção do mestrado/doutorado

Como ser aprovado na seleção do mestrado/doutorado

O processo seletivo para o ingresso na pós-graduação está cada vez mais concorrido. Com a maior exigência por especialização em um mercado de trabalho a cada dia mais disputado, o número de candidatos nos processos seletivos da pós-graduação só tem aumentado. E é curioso ver como muita gente chega despreparada para essa etapa.

Por esse motivo, preparei um post para explicar como é a seleção na maioria dos programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes e passar algumas dicas para quem pensa em candidatar-se. Não vou entrar no mérito da eficiência de processo, nem das panelinhas e do protecionismo que existe aos “prata da casa”. Esse assunto fica para outra oportunidade.

Conheça o programa
O primeiro passo é conhecer muito bem o programa de pós-graduação almejado. Informe-se sobre as linhas de pesquisa, as oportunidades, a infra-estrutura, o corpo docente, as disciplinas, ou seja, tenha uma visão do programa como um todo. Isso irá te ajudar bastante nas etapas seguintes.

Converse com o seu possível orientador
Sinceridade? Se um professor topar te orientar, já é meio caminho andado. Por mais que em alguns programas seja a coordenação que distribui os orientadores, recomendo conversar com o professor da área desejada. Principalmente se não fez a graduação na instituição. E como será necessário apresentar um projeto ou anteprojeto de pesquisa, o professor pode te ajudar a elaborar algo dentro das linhas de pesquisa dele ou do programa, o que pode aumentar suas chances de ser aprovado.

Converse com os pós-graduandos
Os alunos que já estão matriculados no programa de pós-graduação podem te passar dicas valiosas sobre o processo seletivo, os pontos que são mais valorizados e como foi o processo nos anos anteriores. Os pós-graduandos são os candidatos de ontem que foram aprovados. Leve em conta as suas considerações.

Estude o edital
Após a publicação do edital, estude com muito cuidado todas as exigências e todas as etapas do processo seletivo. Alguns candidatos ficam no meio do caminho por causa de erros bobos, que poderiam ser evitados com uma simples leitura cuidadosa do edital. Tenha em mente tudo que deve ser feito e/ou apresentado.

Prova escrita
A prova escrita, com assuntos específicos relacionados à área de atuação do programa, é utilizada em alguns processos seletivos para o mestrado. No doutorado é raro. Descubra com os pós-graduandos do programa como foi a prova do ano anterior para ter uma noção do estilo da prova e do nível de exigência. Estude a bibliografia recomendada. Cuidado com os erros de português, eles depõem contra você.

Projeto
O projeto é como uma carta de intenções. Por ele os professores avaliarão o seu conhecimento, sua capacidade de planejamento, o nível de domínio da redação científica e se a sua intenção se encaixa nas linhas de pesquisa do programa. No doutorado isso assume uma importância ainda maior, levando-se em consideração também a originalidade da proposta e o grau de inovação.

Análise de currículo
A essa altura do campeonato, espero que você tenha feito estágios, participado de congressos, publicado resumos e artigos. Bolsa de iniciação científica na graduação conta muito, pois neste caso o aluno já tem alguma experiência com pesquisa. No edital provavelmente haverá uma tabela com a pontuação que cada item do seu currículo vale. Artigos em periódicos científicos são muito bem pontuados.

Entrevista
As perguntas básicas: por quê decidiu fazer pós-graduação, qual área que gostaria de estudar, se você trabalha, e caso seja essa a sua situação, se conseguirá conciliar o trabalho e a pós-graduação. Irão perguntar pormenores do seu projeto de pesquisa e do seu currículo, por isso, estude ambos. E sejamos sinceros, na verdade, o que os professores da banca de entrevista querem mesmo saber é se você dará conta de concluir a pós-graduação dentro dos prazos estipulados pela Capes e se você será produtivo.

Exame de proficiência
Alguns programas de pós-graduação exigem na seleção que o candidato seja aprovado em um exame de proficiência em uma língua estrangeira, geralmente o inglês. Bons conhecimentos na língua do exame ajudam, mas cuidado, o exame é recheado de termos técnicos. A dica é pegar artigos publicados em periódicos científicos na área do programa e na língua que será cobrada, e traduzir. Comece traduzindo um artigo por dia, e na semana anterior ao exame, traduza o maior número de artigos que conseguir.

Não fui aprovado. E agora?
Se você não estava preparado o suficiente para ser aprovado, não desanime. A concorrência tem aumentado muito e não são todos os processos seletivos que são totalmente justos. Às vezes acontecem alguns absurdos. Se for possível, converse com o seu orientador se existe a possibilidade de conduzir trabalhos para melhorar o seu currículo, dando atenção aos pontos fracos do mesmo, para que no processo seletivo do ano seguinte você esteja em melhores condições de disputar a vaga.

Postado por

Data: 8 de junho de 2010

Categoria: guia.

Palavras-chave: , , ,

Artigos relacionados

Comentários

Atenção: Os comentários deste site são moderados e poderão ser editados. Não serão aprovados comentários anônimos, com links no corpo do comentário, textos inteiros em caixa-alta, imagens, ofensas e palavrões.

  • http://rafaelocremix@gmail.com Rafael

    Muito bom,
    Meu orientador ressalta bastante a importância dos conhecimentos específicos e da prova de proficiência. Essa ultima é muito usada como critério de eliminação pois alunos de pós-graduação que não sabem inglês são uma dor de cabeça para o orientador. Alguma instituições permitem que se use o dicionário na prova (UFMA), outras já o baniram. Se não me engano a UFRJ é uma delas. Temos um pequeno grupo de estudo para isso aqui, traduzindo textos da nossa área e outras afins. Até agora foi a expansão da pós-graduação no Brasil, tinha vaga para todo mundo. Agora começa o arranca-rabo das vagas.

  • http://www.campuseiro.com.br/ebook Cristiano

    É importante também que para o doutorado, não se vá com muita sede ao “pote”, pois o mais importante é estar fazendo o que gosta e desenvolvendo um projeto em que se acredita, no fundo do coração, que poderá se relevante para alguém ou para a sociedade no futuro. Ir apenas com a idéia de um projeto basico, para conseguir mais um canudo e aumentar o salário pode não ser saudável e resultar em frustações.

  • Fernanda

    É complicado, depois da graduação quis fazer o Mestrado em outra instituição, mudar de ares. Eis que chego no lugar para a prova (outro estado) e todos os outros que estavam prestando tinham até uma “apostilinha” de provas anteriores, nos 10 minutos antes da prova eu dei uma olhada por cima, e qdo comecei a fazer a prova tinha sido tirada daquela “apostilinha”… =/
    Resultado, de uns 30 candidatos eu fiquei em 12º, entrei no programa, mas como a colocação era ruim, não tinha nem espectativa de ganhar bolsa pelo programa, ai a bolsa do projeto q eu estava ia demorar a sair (só no outro semestre), resultado, não deu pra ficar morando em outro estado sem bolsa, resolvi voltar para as origens. Mas o que mais pesou mesmo, foi que assisti algumas aulas (fiquei uns 2 meses lá) e não gostei muito, descobri que a minha casa (instituição de graduação) era melhor, eu tinha mudado pq o programa q eu ia entrar tinha fechado, ai voltei, mudei um pouco o foco do projeto e prestei a prova para outro programa.
    Foi a melhor coisa, passei em Primeiro lugar (sem apostilinha, nem nada) e consegui bolsa institucional e o melhor o programa da outra instituição tinha nota 3… e o q eu entrei 7. Por isso, é bom sempre pesquisar muito sobre a instituição e o programa, pra não perder um tempo q pode ser precioso.
    Agora digo outra, entrar nem é tão dificil, o dificil é defender e sair! rsrs

    • http://www.posgraduando.com posgraduando

      obrigado pelo depoimento, Fernanda.
      como seria fantástico se todos compartilhassem suas experiências como você.
      abraço

    • Renata Amâncio

      Nossa!É muito certo o que foi colocado em questão.O que mais vale é vc trabalhar em algo q vc acredita e q possa servir de base pra alguém.Esse é o objetivo.O resto é mera perda de tempo.

  • roberto

    Vale lembrar que escrever bem em Português e ler bem e se possível escrever em inglês, principalmente no doutorado, é louvável.

    Fique esperto com o potencial orientador que ajuda fazer projeto, ele pode estar pré-selecionando. Isso é injusto, principalmente, com candidatos que não têm como interagir antes com o possível orientador antes do processo seletivo acontecer de fato.

  • http://www.yahoo.com.br maria assunçao

    parabens,é sempre bom saber que existem sugestões tão importantes para quem deseja chegar lá.

  • Daliane

    Olá! Já tentei fazer seleção para o mestrado e não consegui, muitas horas dá até vontade de desistir. A maior dificuldade que sinto é de não ter ninguém para me orientar, dar dicas no projeto durante a prova escrita… é um trabalho muito solitário e como já vi com alguns colegas quem tem alguém para ajudar nesse sentido sempre tem vantagem durante a seleção.

  • http://aboutnihongo.blogspot.com/ Alexandre Jaguar

    Galera,
    comigo aconteceu o seguinte.
    Me graduei em matemática, e queria fazer o mestrado na área.
    O processo de seleção do lugar que eu escolhi passava por provas e avaliação de currículo. Não me preparei bem para as provas, por um número grande de razões. Acabei ficando como aluno especial (não entrei direto, mas podia cursar e aproveitar as disciplinas), mas sem a possibilidade de bolsa.
    Sem grana e sem emprego, fui forçado a voltar pra casa.
    Chegando na faculdade de volta, recebi um convite pra integrar um grupo de pesquisa em ciência dos materiais, área que envolve física e química. Apresentei um projetinho e comecei a trabalhar com estudos de imagens.
    Fui convidado ao mestrado no programa, e já tinha orientador e tudo. Então, com projeto e orientador, ficou mais fácil. Rachei de estudar pra prova de seleção e consegui uma vaguinha.
    Vou defender o mestrado em fevereiro, e o problema agora é que eu quero voltar pra matemática. Acontece que o mestrado que fiz não dá condições de voltar numa boa, então farei algumas disciplinas por fora e depois presto a prova de ingresso de novo.

    Acredito que o mais importante na pós é ter contatos. Não adianta muito ter um currículo com 100 publicações se ninguém te conhece. Visite a instituição antes se puder, veja a linha de pesquisa, os professores que fazem parte dela, pesquise o currículo dos caras pra ver se você se encaixa no que eles propõem; se não se encaixar, você está disposto a mudar de área pra isso? Tenho amigos que trocaram de área no mestrado e quase perderam o curso, por não mostrar intimidade nenhuma com o assunto (de matemática pura pra computação ou estatística, por exemplo).

    Daliane,
    quanto às provas, em alguns lugares são oferecidas as avaliações dos anos anteriores (vide UFPR). O lance é ver o assunto das provas, o edital e a bibliografia, e estudar em cima disso. Dá um pouquinho a mais de certeza. :)

    • Jullie Selau Koppe

      Ola Alexandre ….gostei muito das suas colocações…gostaria de maiores informações…é possivel??? Aguardo retono…

  • Jefferson

    Para passar no mestrado não é necessário ter um Curriculum Vitae (CV) tão grande assim!! Basta apenas ir bem nas provas. Já no doutorado a coisa muda completamente de figura. É um baita de um paredão passar, justamente porque a seleção passa a ser baseada basicamente no CV e não mais em prova. A princípio, eu não vejo nada de mais avaliarem as pessoas, baseado na sua produtividade científica por meio do CV. Entretanto, o sistema muitas vezes permite que muitos espertinhos se deem bem nessa. Afinal basta apenas pedir de presente alguns artigos dos seu orientador ou de seus amigos, que o seu CV vai engordando sem fazer esforço nenhum. E acreditem!! É o que mais acontece no meio acadêmico. Gente que não tinha nada no curriculo, de repente está com uma porrada de artigos, capítulo de livro, 20 resumos, etc. Tudo de uma hora para outra!! Aí desse jeito, quem não passa!? O papel aceita mesmo qualquer coisa, inclusive o seu nome!! Existem outros métodos escusos para passar no doutorado, como por exemplo conseguir uma bolsa extra do seu orientador, o que te permite entrar pelas portas dos fundos do programa, mesmo que você tenha sido desclassificado!! Também tem o método KI (o que indica), onde a seleção é baseada simplesmente em cartas marcadas, de forma que é selecionado apenas aqueles futuros alunos dos professores mais influentes do programa!! Também é o que mais acontece!! Mas se você não quer ser um trapaceiro, você pode aumentar o CV por meio das chamadas bolsas de apoio técnico. A bolsa não é tão grande quanto a de um mestrado ou doutorado mas quebra o galho para ir se mantendo, enquanto você faz as pesquisas e vai adquirindo mais publicações!! Uma outra opção também é tentar seleção em programas de níveis mais baixos, já que a concorrência não é tão grande assim, como seria em um programa de nível 6 ou 7!! Mas aí é bom passar em primeiro na seleção, pois em programas de níveis 3 e 4 a quantidade de bolsas é menor!! Ou então já tenha um emprego para poder se manter, enquanto faz o doutorado!!

    • Moura1970

      Jefferson, sou do Rj e vou lhe falar uma coisa: eu não entendo nada de mestrado e comecei a me interessar em fazer mestrado agora, e por isso está tudo muito confuso em minha cabeça,  estou lendo o e-mail de vcs e o que estou vendo que tenho que fazer pesquisa(que eu não sei que bendita pesquisa é essa), agora estou vendo que precisa de titulos etc. Isso tudo é para eu fazer a inscrição? É isso mesmo? e qual o valor de um mestrado? Gostaria muito que vc, claro pudesse me orientar eu ficaria grata. Sou formada em Adm e pos graduação em Gestão em Recursos Humanos, atualmente sou instrutora em de jovens aprendizes e estou gostando muito dessa area e por isso estou pensando em fazer um mestrado na area de pedagogia, mais será que posso já que minha graduação não foi nessa area? Caramba estou muito perdida. E para termminar qual a universidade que posso fazer mestrado. Muito obrigada Katia Moura

  • Ana

    Achei muito bom o texto para quem pretende ingressar na pós stricto sensu. No entanto, meu programa de pós-graduação (em Educação, em uma universidade federal de ponta) possui uma seleção para mestrado e doutorado um pouco diferente… Primeiro ponto: ser “prata da casa”, geralmente, é essencial. Apenas 10 ou 20% dos selecionados costumam ser “desconhecidos” dos orientadores. Ninguém quer se arriscar a ficar orientando alguém que não conhece os “hábitos”. Segundo ponto: não há bibliografia de apoio para a realização da prova. Cada linha de pesquisa elabora a sua prova, e vc deve fazer a prova “direcionada” para os interesses de pesquisa que o orientador pretendido possui. Terceiro ponto: a entrevista, geralmente, é mera formalidade. A prova, o currículo e o “QI” contam mais do que qualquer outra coisa. Quarto ponto: não há pontuação para currículo ou prova, e a lista dos aprovados sai em ordem alfabética. Resumo da história: o orientador aprova quem bem entender, mesmo que haja outras pessoas mais capacitadas concorrendo com os queridinhos.

    • Maira

      Ana, concordo com sua posição. Me inscrevi no programa de pós da universidade estadual, e apenas eu não era de instituição pública, dos que passaram.
      Apesar de ter um bom C lattes, fui emparedada na entrevista, e acabei entrando devido as desistências dos “queridinhos” sem bolsa. O conhecimento com a instituição é importante e objetivos bem definidos também!
      Mas o importante é não desistir!

  • Maria Isabel Padovan

    Quero receber os comentários, o bom humor é contagiante!

  • http://Gostariadesabersevcssabesobreumprocessoqueestaemandamento? Rosilene Pereira Gama

    Oi !!! gostaria de saber se é verdade que tem esse processo a ser votado se tivermos de 4 a 5 Pós graduação podera contar como Mestrado ?

  • Antonio Messias

    Sou administrador e pretendo fazer a seleção para mestrado na UFMA em políticas públicas nunca estudei inglês ou seja não sei da língua isso será um problema???

    • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Alves-Gomes/100000005312577 Gabriel Alves Gomes

      Com certeza. É bom ir treinando a leitura de textos simples, só pra pegar o “feeling” da língua, vendo sites internacionais (os artigos da BBC são “queridinhos” das provas) e, posteriormente, alguns artigos científicos. Mas vai com calma, estude com dedicação e, mais importante, não se limite só ao inglês. Na maioria das vezes as provas serão de leitura e tradução de textos técnicos pra área escolhida, daí ser importante ter familiaridade com termos específicos. Mas é bom entrar já preparado, o mínimo que seja.
      Abraços

  • Jullie Selau Koppe

    Pessoal….muito “ricas” essas informações…muito obrigda!!!

  • Ailton

    Ola amigo. Sonho em fazer mestrado em minha aréa letras, e encontrei um aberto com uma boa quantidade de vagas o prblema e que apesar de ter experiencia em sala de aula tenho pouca participação em congressos e não tenho nenhum trabalho cientifico publicado. será que tenho chance de entrar?

  • Débora

    Quero receber os comentarios… todos eles foram importantes para eu entender melhor algumas coisas…. vou fazer o processo de seleção para mestrado e estou super preocupada… principalmente com as famosas panelinhas, porque é o que mais tem infelizmente. Mas espero que eu consiga… obrigada a todos.

  • Luiz

    Tudo tem intriguinha da oposição. eu passei em um mestrado vindo de uma outra instituição, com um orientador que eu nao conhecia, e o pior: eu vinha de faculdade particular. fazer mestrado em uma federal vindo de uma particular sem ter sido alguem nao é facil, pois a grande maioria dos que estao nas particulares querem o canudo, mas se chamar pra fazer mestrado e ganhar 1200 na mamata, eles querem sim. tive a honra e sorte de ser monitor e iniciação por dois anos, o que me deu ânimo pra prosseguir na ciencia e mostrar que eu podia sim, estava apto sim a participar daquele processo seletivo.
    meu processo seletivo posso dizer que foi simples, envolveu uma prova de conhecimentos em ingles, uma entrevista, analise de projeto e curriculo. nao teve nada demais. eu nao previa que iria passar, tanto que ja pensava em outras possibilidades, ir pra outros estados onde tenho parentes etc., mas a vontade de ficar em casa é maior. nota do curso é um detalhe absurdo da capes em querer ficar justificando curso x ou z como melhor ou pior, o que conta sao os grupos da instituição, se eles trabalham sinergisticamente, se há produção, se vc tem a possibilidade de participar e colaborar com mais pessoas, outras instituições… tem cursos que nao saaem da nota 3 ou 4 nao porque nao tenham publicação, mas pq nao tem publicação suficiente em revista de alto indice de impacto, que varia conforme a area de avaliação.

    já no doutorado, o que é complicado e pesa é o CV e o projeto. os dois tem que estar de alguma forma ligados ao que vc fez no mestrado e, melhor ainda, se forem extensoes promissoras do mestrado. doutorado afunila muito mais pq muita gente vai pro mestrado sem saber o que quer, se atrapalha todo, faz um trabalho meia-boca, muitas vezes nem publica e acaba saindo mestre, mas sem formação alguma. doutorado é bem diferente.

    nao existe receita de bolo pros dois. o que existe é garra, perseverança, vontade de fazer aquilo. nao tem dinheiro que pague, mesmo ganhando pouco e seus amigos falando “ah, que moleza, é pago pra estudar”, vc sabe que vc nao ta sendo pago pra estudar nao. ta sendo pago pra ralar muito, pq ciencia no brasil é dificil, e ta sendo pago pela sua brilhante mente que um dia teve a ideia de contribuir pra ciencia no nosso pais, onde ela é praticamente desprezada.

    mesmo com os dois titulos, nao ha garantia de emprego. vc pode dar aula em particular, trabalhar na industria, fazer concurso, ou simplesmente parar por ali e ir procurar um emprego totalmente diferente. muita gente enche a boca pra dizer SOU MESTRE ou SOU DOUTOR, mas na verdade vc é uma pessoa que passou com sucesso por essas etapas e que, com certeza, contribuiu, nem que um pouco, para que nosso pais melhore. ninguem é o título, vc apenas é alguem vitorioso, que mesmo com uma bolsa pequena e passando perrengue conseguiu batalhar, estudar, e compreender aquilo que queria.

    próxima etapa? quem sabe um pós-doc? rsrs

  • Martha Tomaz de Oliveira

    Pretendo fazer a prova para a faculdade de direito para fazer o mestrado (faculdade concorro filho há três anos tenho o meu currículo recusado pelas falhas mais absurdas possíveis, tipo nome de divorciada de minha mãe, agora nem mais me avisam sobre o motivo que não permite se quer que eu tente fazer a prova e o tempo está passando. Tenho certeza de que os obstáculos não tem fundamento jurídico é apenas para impedir que uma mortal possa aspirar estudar no serviço público, se alguém puder me ajudar já estou agradecida. Martha T. Oliveira

  • Euci

    Bom dia, estive recentemente prestando concurso de mestrado na UFRJ e tomei bomba na prova de inglês, acreditem o texto nao estava dificil, do nivel do Cesgranrio, mas que tristeza saber que meu nome nao estava entre os aprovados e no inglês. bola pra frente, fazer o que? quanto a arientação, foi super tranquila, o professor foi muito solicito e abbraçou a minha idéia de pronto, ajudou inclusive no desenvolvimento do projeto, infelizmente eu decepcionei a ele e amim mesmo.

    Dói as vezes.

  • Elenir Aparecida

    Estou na expectativa de fazer o mestrado em direito em Franca-unesp .

    Alguem já fez a prova?  Nao tenho nem ideia de como é , proeficiencia , etc…

    Se tiver alguem que já fez ou faz … agardeço

  • Roberta

    Penso em fazer um mestrado mas ultimamente ando preucupada com minhas notas que não sao das melhores, isso me exclui completamente de consiguir? obrigada!

As opiniões expostas nos comentários não refletem as do autor do blog, algumas vezes mal refletem as do autor do comentário.

Newsletter

Página no Facebook

Cursos online

Ver artigos por:

Categoria:

Palavra-chave:

Mês / Ano:

Nosso banner

300x80 -

125x125 -

120x50 -