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Você quer mesmo ser cientista?

Você quer mesmo ser cientista?

Por Suzana Herculano-Houzel*

Vamos fazer as devidas ressalvas primeiro, antes que a polícia de plantão venha me dizer que estou fazendo um desserviço à ciência brasileira. É claro que gostaria de ver mais jovens se tornarem cientistas, e quero contribuir para isso. Mas decidi que faz parte do meu trabalho de divulgação científica tornar público e notório como é se tornar cientista no Brasil.

Meus objetivos aqui são promover a conscientização das pessoas sobre a realidade da carreira de um cientista e, quem sabe, gerar com isso um certo espanto e revolta; e contribuir para que a escolha dos jovens por uma carreira em pesquisa seja consciente, apesar de tudo o que vem a seguir. Mas, sobretudo, o que eu gostaria é de gerar indignação suficiente para fazer a carreira de cientista (1) passar a existir de fato, e (2) ser valorizada.

Feitas as ressalvas, vamos então à minha campanha de anti-propaganda sobre a ciência no Brasil!

Você que é jovem e está considerando se tornar pesquisador: você sabia que…

- durante a faculdade, seus estágios de iniciação científica serão remunerados em apenas 400 reais – isso mesmo, menos do que um salário mínimo? Este é o valor atual definido pelo CNPq. E isso é SE você conseguir bolsa de iniciação científica, porque a Faperj, por exemplo, atualmente limita a sua concessão a UMA bolsa por pesquisador, e o CNPq-PIBIC a duas bolsas. Em um laboratório de tamanho médio, isso já não será suficiente para garantir bolsas a todos os estagiários – o que significa que é vexaminosamente comum termos estagiários trabalhando de graça;

- quando terminar a faculdade, a não ser que consiga emprego na indústria ou em empresas privadas, para fazer pesquisa você precisará concorrer a bolsas de R$ 1.350 para fazer mestrado? Enquanto isso, seus colegas formados em administração, engenharia, advocacia já estarão entrando para o mercado de trabalho, ganhando salários iniciais (com todos os direitos trabalhistas) de 3 a 7 mil reais reais ou mais. Ah, eu mencionei que, embora se espere que você trabalhe 40 horas por semana em dedicação exclusiva durante o mestrado, você não terá qualquer direito trabalhista? Isto porque o seu trabalho ainda não é considerado, ahn, trabalho…

- …é mais fácil conseguir bolsa do Ciência Sem Fronteiras para fazer GRADUAÇÃO no estrangeiro do que conseguir uma bolsa de pós-graduação no país? É isso mesmo: exportamos nossos alunos de graduação, mas não temos bolsas suficientes para mantê-los na pós-graduação no país.

- quando você terminar o mestrado, a não ser que consiga emprego como pesquisador em empresas privadas (que são pouquíssimos), você terá necessariamente que fazer um doutorado? A razão é que o cargo de “pesquisador” em nosso país é quase inexistente; somente institutos de pesquisa como o INCA ou a Fiocruz oferecem emprego (através de concurso público) para pesquisadores (e muitas vezes exigem doutorado). Todas as demais possibilidades de emprego para um pesquisador são como “professor universitário” – e este cargo, também somente acessível por concurso público, é hoje essencialmente restrito a quem já tem título de Doutor.

- então, com 3 anos de formado, você terá que concorrer a bolsas de R$ 2.000 mensais para fazer doutorado? Isso, vou repetir: seus colegas já estarão no mercado de trabalho, ganhando salários reais, tendo seu trabalho chamado de “trabalho”, com direito a férias e 13o salário – e, com sorte, você terá assinado um papel aceitando receber DOIS mil reais por mês pelos próximos 4 anos. E fique muito contente de ter uma bolsa: como dizem nossos detratores, você deveria ficar “muito feliz de estar sendo pago para estudar”. Exceto que você não estará “estudando”; você estará trabalhando, gerando conhecimento, e contribuindo para as universidades publicarem os artigos científicos que lhes servem como base de avaliação no cenário mundial.

- que, durante todos esses anos de pós-graduação, para receber uma bolsa você NÃO poderá ter qualquer outra fonte de renda? Sim, você pode ter outro emprego e fazer pós-graduação sem receber bolsa – mas é pouco provável que consiga terminar a pós-graduação assim. Para receber uma bolsa, você será obrigado a assinar uma declaração humilhante de que não tem qualquer outra fonte de renda. Bom, mais ou menos; a Capes há um ano decidiu aceitar acúmulo de bolsa com “emprego de verdade” SE for na mesma área da sua pós-graduação. Adivinha qual é a chance de você ter esse “emprego de verdade”? Pois é.

- agora, com o diploma de Doutor em mãos, você terá ganhado o direito de competir por vagas para… Professor. Isso mesmo: não de “pesquisador”, mas de “professor”. Isso porque as universidades públicas, onde a boa ciência é feita no país, somente contratam “professores”. Ou seja: com MUITA sorte, você será contratado, no mínimo SETE anos após a graduação, para fazer algo que você NUNCA fez: dar aulas. Seu salário inicial líquido (seu primeiro salário de verdade!) será algo em torno de 5 mil reais – mas não se engane, seu “vencimento básico”, aquele que o governo usará para talvez um dia pagar sua aposentadoria, será de não muito mais do que 2 mil reais…

- é mais provável, no entanto, que você NÃO consiga emprego imediatamente, uma vez doutor, e tenha que ingressar no limbo dos pós-doutorandos? Um “pós-doutor” é exatamente isso que o nome indica: alguém que já é doutor, mas ainda não tem emprego. É um limbo criado pelo sistema para manter interessados os cada vez mais numerosos recém-doutores que não encontram emprego nem como pesquisadores, nem como professores. Pela mesma tabela do CNPq, um recém-doutor recebe uma bolsa de R$ 3.700 mensais, livres de impostos. Ou seja: lembra daquele salário inicial dos seus colegas recém-formados? Um aspirante a cientista finalmente conquista o direito a um valor semelhante… SETE anos após a graduação. Ah, claro: ainda sem qualquer direito trabalhista, pois você “não trabalha”. Permita-me fazer as contas para você: a esta altura, você esta perto de completar 30 anos de idade, e oficialmente… “nunca trabalhou”;

- A esta altura, você já será para todos os fins práticos um Cientista – mas ainda não terá direito de pedir auxílio às agências de fomento para fazer pesquisa? Para gerenciar um auxílio-pesquisa é preciso ter vínculo empregatício com uma instituição de pesquisa – e isso, tirando os pouquíssimos cargos de Pesquisador de fato na Fiocruz, INCA, IMPA etc, você só consegue se virar… professor universitário;

- SE você conseguir ser aprovado em concurso para professor universitário E for fazer pesquisa de fato, você não inicialmente ganhará NEM UM CENTAVO A MAIS por isso? Você terá a mesma carga horária de aulas a cumprir, aulas por preparar e atualizar todos os semestres, mas o trabalho de pesquisa, com o qual você tanto sonhou, é… por sua conta. Se você resolver não fazer pesquisa e apenas der aulas, como você foi oficialmente contratado para fazer, está tudo bem. Talvez seus colegas torçam o nariz para você, porque esqueceram que também o emprego deles é apenas como professores, e não pesquisadores, mas você estará rigorosamente correto se só fizer seu trabalho de professor.

- Apesar disso tudo, sua progressão na carreira universitária será dependente do seu trabalho de pesquisa? Você leu corretamente: você foi contratado como PROFESSOR, mas sua avaliação funcional será feita de acordo com as suas atividades como PESQUISADOR…

- SE você tiver produtividade suficiente, em alguns anos você poderá concorrer a uma bolsa de Pesquisador do CNPq, que complementa seu salário em R$ 1.000 por mês. E isso é todo o incentivo financeiro que você receberá para fazer pesquisa.

Já desistiu? Pelo bem da ciência brasileira, espero que… sim. Esta é minha campanha de anti-propaganda em prol da melhoria da ciência no meu querido país: torço para que você tenha ficado indignado a ponto de considerar fazer outra coisa da sua vida. Precisamos de uma crise, e um desinteresse súbito da parte de nossos jovens seria muito, muito, muito eloquente.

Mas sei que a gente escolhe ser cientista assim mesmo, apesar de tudo isso. Quando eu entrei para a Biologia, em 1989, a situação era ainda pior. A ciência no país persiste graças a esses jovens idealistas, que querem contribuir para o progresso da nação apesar de serem mal-tratados e desvalorizados, e que topam embarcar em uma “carreira” que não lhes dará condições financeiras para terem uma vida independente antes dos TRINTA anos de idade – e olhe lá…

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*Suzana Herculano-Houzel é autora do blog “A Neurocientista de Plantão” e gentilmente autorizou a publicação deste texto, que tem uma continuação: “Você quer mesmo ser cientista? Parte 2: uma proposta prática

Postado por

Data: 29 de outubro de 2012

Categoria: pós-graduação.

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Comentários

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  • Gabriela Scortegagna

    perfeito retrato da vida desmotivante em que me encontro…. se eu tivesse tido acesso a estas informações ANTES da graduação  teria feito escolhas bem diferentes. Parabéns pelo texto Dra Suzana

  • thaísa

    Onde eu estudo a bolsa de Iniciação é de R$310,00, rs.
    Muito bom o artigo. O povo é encantado pela “autonomia” da Pesquisa. Conhecer o outro lado é excelente.

  • http://twitter.com/BrunnoCamara Brunno Câmara

    Muito bom esse texto. A pura realidade brasileira. Desde pequeno tenho vontade de ser pesquisador, mas na graduação de biomedicina essa vontade diminuiu. Hoje mais ainda.
    Brunno Câmara – biomedicinapadrao.com

  • Rafa

    muito triste isso o brasil tem potencial e muitos jovens promissores meu sonho sempre foi atuar na área de pesquisas mas não tem condições de estudar tanto e nem ao menos ter direito de estágios remunerados!

    nada pior que não ser valorizado!

  • Vivi

    Me desculpe, mas se o problema fosse só o dinheiro, eu ainda estaria no mundo científico… Mas, infelizmente, os problemas da pesquisa no Brasil vão muito além disso!
    Nós temos que fazer pesquisa em animais SEM condições de serem sujeitos de pesquisa! E não estou falando de centros de pesquisas mequetréfes, e sim, de Universidades FEDERAIS, de departamentos com mais de 150 pós-graduandos, de departamentos com dinheiro, mas que preferem colocar mais alunos a fazer uma super reforma nos biotérios…
    Enquanto isso, animais com piolhos, vermes, sem ventilação e iluminação adequadas, com ração de baixa qualidade, que escutam barulhos o dia inteiro, que precisam dividir o biotério com moscas, formigas, continuam a servir pra pesquisas sobre os mais variados assuntos, inclusive COMPORTAMENTO!!!! Quantas variáveis externas sem controle… É uma vergonha!!! E ainda temos que escrever que os animais estavam em condições ideais. Ideais pra quem?
    Meu sonho era ser biomédica, pesquisadora, cientista, e hoje, só um milagre pra me fazer voltar a realizar meu sonho… E confesso que estou perdida ainda, pensando que caminho seguir.
    Ser um girino no meio de tubarões é bem complicado…

    • Bianca

      Triste isso hein! Deve ser horrível ter vontade de mudar uma situação e se julgar um verme perante ela. 
      Eu sempre quis trabalhar criando novos conhecimentos, nunca fui a favor de aceitar fórmulas prontas, e com esse entusiasmo falei para minha orientadora os meus planos na pesquisa. Ela já antiga no ramo, não mostrou entusiasmo e ainda pareceu ser irônica. Na hora não entendi, considerei até mesmo um ataque pessoal. Com esse texto começo a pensar por outras variáveis….

    • Gabriela Scortegagna

      Vivi, se me permite, faço das suas palavras as minhas!

    • Cbcartana

      Sinto-me “acolhida” por não ser a única nessa crise… Meus amigos pós-graduandos parecem achar o sistema uma maravilha… Eu fiz o mestrado e tento, há 2 anos, criar coragem de dizer pra mim mesma que não quero essa vida de entrar em doutorado e tudo mais… Mas dói ver um sonho indo pelo ralo… :/

      • Elison

        =
        E eu troquei o sonho da academia pelo empreendedorismo. Uma carreira tão (ou mais) difícil quanto, mas que vai me permitir contribuir com o meu país de uma forma muito mais efetiva futuramente.

    • Cynthia

      Perfeito! Estou contigo e nao abro!

    • lidianycs

      Imagine se tu fosse o animal nesse caso? O lado deles deve ser melhor ainda!!!

    • Igor

      Não precisa falar nem dos laboratórios de biologia. Eu sou físico teórico. Preciso apenas de laboratório de informática e livros. Tranquilo, certo? Não! Estou na segunda Universidade Federal, e de vez em sempre cai a internet, as bibliotecas entram em recesso (sendo que pós-graduando não tem férias…), sem contar os entraves burocráticos com relação a tudo. É como se tudo que nós fizessemos fosse nadar contra a maré.

  • rogerio

    Esse texto resumiu a vida de muitas pessoas nesse país.

  • José

    Triste, porém a realidade…

  • Renato

    Aqui na Alemanha, os professores tem autonomia para contratar seus alunos de doutorado e pagar-lhes salários com férias e todos os direitos trabalhistas.

    • http://www.facebook.com/mateus.perez.14 Mateus Perez

      era isso que precisava aqui nesse BRASIL!
      Brazil: acorde!

    • Marlon

      Por isso que a Alemanha é um dos países líderes em pesquisas em todos os setores. Atenção o Brasil não esta preocupado com pesquisa de qualidade, somente em índices por isso esse monte de bolsa, que sou contra, deveriam diminuir o número de bolsas e aumentar o valor dessas. Enfim é Brasssiiilllll sil sil sil…

  • MNcc

    Dra. Suzana, isso é de fato um absurdo, porem você sabia que grande parte dos nossos colegas gostam de viver assim e mais, muitos tem medo do mercado de trabalho. Esse é um dos motivos que seu apelo não terá efeito significativo. Mas não custa nada o protesto.
    Ganho dinheiro com pesquisas agropecuárias, não é o merecido mas na fazenda do meu pai tenho algumas unidades… Conciliar com o mestrado é muito difícil e tive que lutar muito após selecionado para ser bolsista tive que provar que meu “trabalho” não promovia vinculo empregatício e passar em um concurso então nem se fala, meu leque de leitura está cada vez mais reduzido. Meu destino está trassado e se não tiver sucesso como empresário poderei me dar bem com uma unidade de produção com a herança do meu pai, a não ser que consiga ser professor contando com a pura sorte… 

    • Yara

      é um destino “trassado”, hein?! Ainda bem que você é herdeiro…

  • Lígia Bou Karim Fonseca

    Texto excelente, não poderia escrever melhor acerca dessa triste realidade. É exatamente essa realidade que estou vivendo no momento com o mestrado. :(

  • Raquel

    estou impressionada com a situação dos animais relatada pela Vivi….e quanto ao texto, muito bom…estou no comecinho do mestrado…já sou professora e busco através da pesquisa entender uma profissão considerada atualmente tão miserável socialmente e financeiramente, etc…ser professsor-pesquisador nesse país então….é de chorar gente!!

  • Juan (pos-doc/UFPB)

    O texto é realista porém muito pessimista. Os investimentos na área estão aquém do ideal, é verdade, entretanto poucos países avançaram tanto quanto o Brasil na última década em termos de produção científica (dos BRIC estamos atrás apenas da China). Como mudar nossa realidade? Produzirmos mais com o que temos em mãos, atrairmos investimentos da iniciativa privada e dependermos cada vez menos do governo (Sim, menos!). Portanto, quanto mais gente boa trabalhando nessa luta, melhor! 

    • Totoro

      A índia tá bem melhor que a gente. Se não for no número de artigos produzidos, pelo menos na relevância deles.

    • Nadia

      Só discordo de ficar dependendo mais da iniciativa privada e menos do governo. Isso pq a iniciativa privada vai financiar pesquisas que a interessem diretamente, e a pesquisa básica fica em 22º plano, quando muito. 

      • http://twitter.com/HermesVeras Hermes Veras

        O Governo vai financiar as pesquisas de seu interesse também.

    • Sian1200

      Iniciativa privada metida em ciência e pesquisa, sem dúvida alguma compromete a isenção do pesquisador. Vide farmacêuticas transformando grandes universidades no quintal de suas casas…

    • Fv.

      O fato que é debatido no texto não é do nível da pesquisa no Brasil mas sim da vida que uma pessoa que quer ser pesquisadora terá. O que faz o Brasil ter um grande avanço em produção científica, ao meu ver, é devido as poucas pessoas que seguem essa carreira de pesquisa que são apaixonadas pelo que fazem tendo assim uma dedicação a mais e não se importam com o salário e com a valorização da “profissão”.

  • Carlos

    Encarem a realidade; 99% de quem esta nesse retrato de vida, nunca realmente quis ser pesquisador/professor, esta nessa situação por não ter coragem de enfrentar o mercado de trabalho, se mudar para outras cidades em busca de TRABALHO, são acomodados que estão presos e sempre estarão presos a vida acadêmica. não reclamem, o sol brilha para todos não existem atalhos para o sucesso e sucesso depende de trabalho! 

    • Lilian

      Que ilusão! Não é nada fácil fazer mestrado ou doutorado, não somo sacomodados, trabalhamos muito e ganhamos pouco! Parece que não soube ler o texto… E o sucesso depende de trabalho..Hahahah! Que ética mais calnivista, cristã e iludida, coisa de gringo que exportou pro Brasil! Tem muita gente trabalhando duro e esse “sucesso” depende de inúmeras circunstâncias alheias a nossos desejos, prezado senhor.

    • BrunoTacca

      Acomodados? Sem coragem de enfrentar o mercado de traalho?…

      Sabe o carro que você dirige enquanto vai pro seu “TRABALHO”, foi obra de pesquisadores…

      Sabe os métodos, táticas, e ciência (repare bem nessa ultima palavra) que voce utiliza para fazer o seu trabalho melhor… Foram obras de pesquisadores, cientistas.

      Então colega, não seja ingrato, cuspindo no prato que te deram para comer.

    • Tatiana

      Quanto preconceito. Não generalize. Não e porque algumas pessoas se acomodaram que 99% estão na pesquisa por ”medo de procurar trabalho”. Alias, e muito difícil conseguir uma bolsa! São poucos os “privilegiados” que conseguem e são pagos para “só estudar”. Fato é que tem muita gente abrindo mão de ganhar melhor na iniciativa privada porque vai atrás de um sonho,e acaba “engolindo” o sistema porque só tem esse. E tem muito mais gente fugindo da pesquisa em razão dessas condições. Senão antes de começar, fogem na primeira oportunidade.

    • Chay Muquim

      E pesquisa não é trabalho?
      E ser cientista não é profissão?

      Mais que não passou para a prova da pós-graduação…

    • Luis

      Carlos, sério isso?!? Quer dizer que a pessoa passa cerca de DEZ ANOS de sua vida se submetendo a provas e concursos, ralando e pesquisando assuntos que menos de 1% da população é capaz de entender, tudo isso ganhando migalhas … e você vem me falar em ATALHOS? Vem me falar em TRABALHO?!? Você não sabe o que é enfrentar a adversidade de verdade, é apenas mais um ignorante que despreza os pesquisadores por aquilo que, apesar dos pesares, eles têm e você não: educação.

  • Taty_cf

    Só uma ressalva. Advogados, em sua grande maioria, são contratados como “associados” e não possuem direitos trabalhistas.
    13º salário, adicional de férias e descanso de 30 dias corridos são vistos como “privilégios” concedidos por poucos escritórios.

    • Tatiana

      Isso é a mais pura verdade. Trabalhei como advogada por mais de 7 anos. E os salários estão cada dia menores. Eu já estava em uma situação melhor, mas acabei deixando a advocacia para fazer pesquisa. Ganho menos, também não tenho direitos trabalhistas, mas estou na área que quero.  

  • Ellen Barros

    O texto da Dra. Suzana só me fez reafirmar o que quero fazer depois do mestrado: me jogar no mercado canibal, falar um monte de jargões bestas em inglês e calçar scarpins e peep toes; mas, pelo menos, terei os direitos mínimos previstos na CLT.

  • Aura

    Suzana esta com toda a razão , esses absurdos historicos precisam ser comentados. Parabens tambem pela entrevista de 25/10  na TV Brasil!

  • Carolina Caiado

    Caramba, a minha desmotivação foi representada em palavras! Excelente texto!

  • PAULO GREGOREKI

    que vergonha para nosso pais. 

  • Carlos

    Não gostei do texto. Que no Brasil se investe pouco em pesquisa, concordo facilmente. Que as avaliações dos professores tem um critério que pode melhorar bastante, também.

    Mas o que me incomoda é essa atitude “mimimi”. O mundo/país/universo não te deve o “emprego dos teus sonhos”. Se você não é reconhecido pelo seu trabalho ou é porque as pessoas não sabem do valor dele – então corra atrás e explique e divulgue – ou então pq realmente não interessa a ninguém, exceto a você.Ninguém vai mudar a desvalorização da ciência no Brasil gerando “indignação”. Vai mudar quando as pessoas perceberem que ciência é interessante e gera coisas interessantes.

    • Osvaldo Jr

      O que me assusta nesse comentário do Carlos é dizer que a profissão  de professor/pesquisador quando não reconhecida é “pq realmente não interessa a ninguém, exceto ao próprio professor” ou que “O PROFESSOR que tem que correr atrás e mostrar seu valor”. Interessante o pensamento de uma pessoa, que pelas palavras bem colocadas em seu texto, apesar dos “mimimis” que definem uma pessoa sem vocábulo adequado,  deve no mínimo ter nível superior e passou por diversos professores DOUTORES para talvez ter uma profissão “reconhecida” (suposição). Cara Dra. Suzana parabéns pelo seu texto coeso e verdadeiro. Um país que não dá valor a educação e a carreira de professor/pesquisador está sujeito aos “mimimis” dos equivocados.

    • Patrick

      Eu, como licenciado, com piso (não cumprido) de R$ 1.450,00, então me enquadro nesta condição de trabalhador/profissional que não sou reconhecido pelo meu trabalho, pq as pessoas não sabem do valor dele e, também, ser uma profissão q não interessa a ninguém!

    • Nathasha

      Carlos, esse texto foi escrito por uma das pesquisadoras brasileiras com o trabalho mais reconhecido, internacional e nacionalmente. Que inclusive trabalha com divulgação científica para público fora da academia. Não é só ‘mimimi’ a realidade é dura nesse meio até pra quem tem trabalho reconhecido como importante.

  • Sirlei Morais

    Dra Suzana, o relato é verdadeiro, porém deve ficar claro aos graduados ou graduandos que sair da graduação e entrar direto para o campo de trabalho, tem lá as suas limitações. Existe o salário sim, mas é um campo que além de competitivo é altamente tecnicista. A pessoa não cria, não eleva seu raciocínio e tem a função de ‘obedecer’. Na pós, ganha-se pouco, mas a pessoa está se valorizando, tá fazendo o que gosta e, mesmo que esteja em um ambiente hostil, é livre pra soltar o seu pensamento.  

    • http://twitter.com/himurator Rodrigo Furman

      “Não existe arte de barriga vazia”.

  • Marcos A.

    Vivo essa não-Vida de Mestrando… É mais ou menos por aí mesmo… Pior: sou da Área de Humanidades… Pior: sou Linguista Aplicado… Pior: nem sou considerado Pesquisador de verdade, mesmo que eu contribua de forma crítica com questões sociais… Triste fim… :/

    • Thais

       Gostei muito do texto da professora Suzana. Alguém, finalmente, conseguiu me dizer o porquê de eu não me sentir valorizada e respeitada pelo que faço, apesar do tanto que tenho investido em mim e na minha carreira acadêmica. Sou estudante de doutorado em Língua e cultura, estou no primeiro ano, e o meu programa, confusa e inexplicavelmente, não conseguiu bolsas para os doutorandos, apenas para os mestrandos. Resultados: (1) eu e meus colegas temos que conciliar as pesquisas e os estudos com os escassos concursos e oportunidades de trabalho para mestres e doutorandos; (2) óbvio, a nossa pesquisa fica lamentavelmente comprometida. O que fazer? Dar meia volta e buscar outra profissão? Seguir em frente e encarar o término do outorado, seguir para o pós-doutorado, e continuar caminhando rumo a um futuro incerto?  Difícil e triste a nossa realidade. Difícil entender como conseguimos fazer pesquisa neste país.

  • Branco_ricardo

    Prezados, somente algumas considerações/atualizações…

    A EMBRAPA faz concursos para pesquisador doutor com salários de 8-10 mil reias;

    Algumas universidades contratam pesquisadores (doutores) como a USP, UNESP;

    O salário de um professor doutor universitário, federal ou estadual, está um pouco acima disso…líquido de 6-7 mil reais;

    A progressão não é realizada somente em relação à pesquisa. Devo lembrar a todos que desejam se tornar professores que vocês, pelo se contrato, prestarão 4 atribuições: Ensino, Extensão, Pesquisa e Administração. Sendo que a progressão é levada em consideração o tempo de serviço e pontuações em todas as atribuições mencionadas.

    Existem outras coisas, como a sucatização da pós-graduação no Brasil etc.

    Fora isso o texto é muito bom e dá uma boa noção pra quem está com interesse na área.
    Parabéns pelo texto e iniciativa de publica-lo.

    • Eduardo Alves

      Você está certo, a EMBRAPA é um bom exemplo. Acredito que hoje o salário de um pesquisador A (nível de doutorado), bruto, esteja em torno de 11.000. Até mesmo a vaga de analista oferece boa remuneração. Agora o problema; quantos concursos a EMBRAPA fez nos últimos 10 anos? Eu tive a oportunidade de trabalhar como bolsista técnico na EMBRAPA por 2 anos e o que eu vi foi um corpo de pesquisadores envelhecido e viciado, e muitas vezes atuando de maneira mesquinha formando panelinhas esdrúchulas que impedem os pesquisadores mais novos (raros) de executar projetos mais audaciosos.

      Com relação ao salário de professores Doutores, você está certo quanto ao valor, porém essas cifras só são atingidas quando somados todos os ADICIONAIS ao salário base que é mais ou menos o que a autora disse e que é tomado como base de cálculo para a aposentadoria. Resumindo, o sujeito passa 25-30 anos num certo padrão de vida e subitamente se vê ganhando METADE.

      Quanto aos sistemas de progressão, eu acho que é uma forma desleal de avaliar um profissional que passou uma boa parta da sua vida trabalhando apenas com pesquisa. Porque este profissional deveria ser obrigado a trabalhar com extensão (não desmerecendo) quando existem outros que se especializaram nisso e o fazem com muito mais propriedade?

  • Carlos

    Acabei de achar um outro texto da Suzana… esse, sim, muito melhor! Uma proposta prática…

    “mimimi” não adianta de nada e acho que o texto anterior teria se perdido sem impacto algum. Agora esse, sim, tem alguma consistência pra se levar adiante, discutir, melhorar, viabilizar. E parabéns, Suzana, por levantar a questão de separação “pesquisa x ensino”, a questão de estabilidade e sugerir que a Pesquisa seja um pouco mais gerenciada como uma empresa nesse país.

  • Pablo Carlesso

    Prefiro ganhar pouco e fazer algo legal do que ganhar um bom salário mas ter que passar 8 horas por dia aturando um emprego comum. Mas o ideal, é claro, seria ganhar muito e só fazer pesquisa.

  • Rrmazzon

    Muito bom esse texto. Entretanto, apenas uma observação. Os regimes de trabalho nas universidades federais e algumas estaduais é chamado de Dedicação Exclusiva à Docência e Pesquisa, por isso a avaliação dos dois itens na progressão da carreira…

  • http://twitter.com/rafaelwaa Rafael M

    TExto perfeito

  • Lia Almeida

    Os problemas do ensino-pesquisa são inúmeros, e a própria carreira acadêmica das universidades federais precisaria de uma grande reestruturação. Mas sabe porque ela ainda sobrevive? Basicamente (olhando do ponto de vista do estudante de pós-graduação), por duas razões. Primeiro, porque muitas pessoas ingressam na carreira acadêmica esperando ser contemplados com uma bolsa de mestrado que consideram um valor razoável, pois os salários iniciais em muitas regiões do Brasil não giram em torno de 3 a 7 mil como relatado. A segunda razão, é a presença dos jovens idealistas (que é o meu caso). Porque você de fato não escolhe ser cientista, é algo mais forte do que você. Quem entra em um mestrado/doutorado apenas para conseguir um incremento salarial não vai passar de um pesquisador medíocre, com produção de baixa qualidade. Pode até fazer um doutorado e vir a ser absorvido por alguma universidade federal, e passar a  atualizar seu lattes de 3 em 3 anos (creia, esse profissional existe!)….mas não é esse tipo de profissional que queremos…
    Mesmo ganhando uma bolsa de valor muito discutível, sofrendo preconceito da sociedade, tendo que ouvir piadinhas do tipo: você só estuda, não trabalha! Todo mundo achando que você vê sessão da tarde e malhação…enfim…tudo isso é superado pela gratificação que sente quando um artigo é aprovado em um congresso renomado, quando você contribuiu mesmo que minimamente para o avanço do seu campo de conhecimento. E por isso o governo deveria reter esse jovem idealista, para que seu ideal não acabe ceifado pelas necessidades financeiras que a vida nos impõe. É necessária uma reforma em todos os níveis da carreira! 

  • Isa

    Que pena que seja assim. Gostaria tanto de ver minha sobrinha sendo pesquisadora, acho que ela se daria tão bem…. mas assim não.

  • Flamepeace

    É a pura verdade…. acabei o doutorado e to sem emprego e sem nenhuma perspectiva… to querendo entrar no pós -doc exatamente porque não tenho nada a fazer….

  • Livia Oliveira

    E o pior é que depois de cair no limbo da pesquisa vc raramente consegue sair para conseguir um “emprego de verdade” por um excesso de qualificação associado ao que eles chamam de falta de experiência. Se eu soubesse o que eu sei hoje teria passado longe da iniciação científica.

  • Virgilio Loriato

    Parabéns por conseguir reunir nesse texto o sentimento dos estudantes que acordaram pra vida… talvez consiga abrir os olhos de alguns de nossos colegas, que ainda imaginam que esse universo científico é a melhor coisa do mundo… sustentando toda essa baixaria! 

  • Anderson Fonseca

    Na área de TI, ou você é pesquisador ou pode passar o resto da vida em empresas que se dizem grandes fazendo sistemas de cadastro, meia-boca, com uma hierarquia de gente que não tem nenhuma embasamento acadêmico e que você tem que obedecer, pra ganhar 5 ou 6 paus/mês, mas você não vai passar disso.

    • http://twitter.com/himurator Rodrigo Furman

      Tem como ganhar mais virando gerente e tal, mas aí é bom fazer o MBA. Tem lugar que paga 15 mil pra programador (COBOL na IBM), mas é difícil entrar.

      No geral, TI paga mais pra nego que é GRADUANDO do que as bolsas pra pós. Eu mesmo, quando fiz Sistemas de Informação, no 2o ano da faculdade entrei num estágio ganhando R$1000,00 de bolsa mais $25/hora extra – trabalhava de webmaster numa empresa gerenciadora de sites. Era comum ver amigos meus de turma ganhando 2, 3 mil como programadores Java longe ainda de serem formados. Fora os freelas, que ainda pagam muito. Quando terminaram a faculdade, muitos entraram de analistas em outras empresas já levando uns 5 mil líquidos por mês.

      Não sei como a galera tá hoje em dia porque eu abandonei a informática e segui a música – financeiramente, me fudi, mas me sinto melhor realizado. Mas tô ferrado do mesmo jeito porque estou me preparando pro mestrado e pro doutorado nesta área agora, finalizando uma pós lato. Dinheiro, cadê? hehehe

  • Carlos Neves

    Parabéns pelo texto. Solicito uma versão em inglês. É de grande importância que saibam lá foram o que se passa aqui dentro, para não acharem que está tudo bem. É preciso pressão de fora também para promover uma mudança.

  • Str

    Brasileiro reclama demais. Nos EUA não existe bolsa de doutorado (PhD), muito menos de mestrado, em geral é o orientador que define o valor, que em normalmente não passa de 700.00 doláres! Pouco num pais onde o custo de moradia e alimentação é muito alto. Bolsa para estudante de graduação, salvo exceções geniais, não existe em nenhum lugar do mundo! Vamos parar de reclamar: 400,00 reais bolsa IC por 12 horas, 1600,00 por mestrado e 2 mil por doutorado, todas LIVRES DE IMPOSTOS são valores adequados para um país onde 50 % da população está abaixo da linha da pobreza. Se vc e seu orientador são realmente bons, em São Paulo, submeta projeto a FAPESP, onde a bolsa de doutorado é 3 mil mensais mais 30 mil de reserva técnica.

    • Totoro

      Nos EUA a pesquisa acadêmica também está em crise… Cada vez mais está sendo feita apenas por imigrantes que passam uma temporada no país, americanos estão cada vez menos envolvidos em pesquisas… 

  • Luanafarah

    Oi Suzana, concordo em quase tudo que vc disse. Sou recém doutora e me identifiquei muitíssimo com seu texto, mas vale ressaltar que a maioria das pessoas que conheço (que estão mais próximos da minha área de formação) fizeram a opção de se tornar cientistas porque não encontraram outra saída dentro de sua graduação. Isso mesmo, ou eu que estudei farmácia e bioquímica numa das melhores instituições desta área, a UFOP, me resignava a ganhar até no máximo uns 2000,00 como farmacêutica, isso na melhor da hipóteses, sem progressão de carreira ou fugia de ser farmacêutica e porcurava o que fazer aproveitando minha formação. Porque abandonar a formação, diga-se de passagem que foi opção pra vários que formaram comigo, não estava nos meus planos. 

  • Rose Laura

    Retratou muito bem a realidade, e eu que sempre gostei da vida de pesquisa,desisti dela quando vi que seria apenas desgaste físico e mental de minha parte, eu lá aos 32 anos e sem perspectiva alguma de futuro. Lamentável.

  • Faby

    Muito bom o texto, é a nossa realidade, eu estou fazendo mestrado e estou bem triste com esta situação não sei se irei continuar com o Doutorado, ainda mais depois de ler este texto vou pensar muito antes de tomar esta decisão. Faby

  • http://www.facebook.com/patricia.baraldi.7 Patricia Baraldi

    Eu não vejo assim com tanta tristeza. Eu acho q a autora do texto foi muito pessimista e não entende algumas coisas. Eu tenho outra visão. Na graduação vc recebe só R$ 400 pq trabalhar poucas horas. Realmente as bolsas são poucas, mas isso de certa forma é bom pq assim realmente apenas quem tem vocação para ciência permanece. Ok, Mestrado e Doutorado – não temos direito a nada pq nao pagamos nada… A bolsa é integral não é como na Europa ou EUA q vc como Doutorando paga impostos. E nesse caso vc tira férias. Temos ai os pós- e contras… Ok… passado isso, existem sim vagas para Mestres e Doutores e o mercado nacional tem estado mais aquecido. E também existe outra pesquisa que diz que quanto maior seu grau de instrução menor a sua probabilidade de  ficar desempregado. O que isso significa Q pos-graduação de abre horizontes e vamos parar com essa idéia de que temos q sempre que realizar as mesmas atividades… Reinvente-se sempre… Vá buscar novas possibilidades…. Enfim…. isso é o q eu penso…. Não desanimem nunca… Se vc quer fazer Doutorado – FAÇA! E colha seus frutos… A vantagem é que vc sofre 6 anos, mas depois quando entra no mercado de trabalho vc entra com um perfil diferenciado. 
    http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=At%C3%A9+2020%2C+mercado+de+trabalho+vai+precisar+de+40+milh%C3%B5es+de+profissionais+altamente+qualificados

  • http://www.facebook.com/people/Kirmayr-Roberto/100001390008872 Kirmayr Roberto

    A Pura realidade . Parabéns pelo artigo

  • http://www.facebook.com/people/Kirmayr-Roberto/100001390008872 Kirmayr Roberto

    Pura realidade, parabéns pelo artigo

  • Antonio F. P. Melhado

    Como já dizia Buda -” O conhecimento liberta, A ignorância escraviza.”

    • http://twitter.com/himurator Rodrigo Furman

      A falta de dinheiro escraviza igualmente.

  • Cathya

    Só eu sei o quanto já chorei por não ter tido essas informações antes. Pior é quando você desiste dessa vida, toma outros rumos e seus amigos de graduação lhe condenam. Aconteceu comigo, mas estou mais feliz agora. Enfim, ser cientista virou sinônimo de sacríficio e nada é mais horrível do que procurar um trabalho e o entrevistador fazer pouco dos seus míseros contratos e estágios em instituições de pesquisa. Pro empregador isso não é experiencia que valha. Infelizmente é assim…

    • http://www.facebook.com/branaclara Clarissa Pereira

      pior que é isso mesmo. eles pensam que isso não é “experiência” de verdade.

  • Adilson

     É parceiro: tá todo mundo ferrado. O pessoal de cursos como “Ciencias matemáticas e da natureza”

  • Adilson

    Cursos como “Ciencias matematicas e da natureza”, Biofisica, etc, que não existe mercado de trabalho só sobra isso dai pro cara fazer: mestrado e doutorado… a vida fica uma merda mesmo. Tivesse sido esperto e feito um curso que fosse de acordo com a sua classe social. “Eu gosto de Filosofia, meus pais estão desempregados, estamos à beira da fome, mas mesmo assim vou seguir minha vocação”. Crie um adjetivo novo no aurélio, por que otário ou sem noção é muito pouco pra uma pessoa assim…

  • Thiago

    - Oportunidade de viajar pelo mundo todo apresentando trabalhos em congressos;
    - Trabalha basicamente na hora que quiser, e dependendo da área pode inclusive trabalhar em casa tranquilamente;
    - Basicamente escolhe com o que vai querer trabalhar/pesquisar, não vai ter chefe te mandando fazer algum serviço que você não quer;
    - Muitos pesquisadores ganham experiência como professores durante a graduação sendo monitores ou durante o mestrado, quando obrigatoriamente precisam dar aulas dependendo da bolsa que têm.

    Sem contar com inúmeras outras vantagens. Você pode olhar só para o lado ruim se quiser, mas em geral a verdade não se encontra nos extremos. Apesar de todas as desvantagens, a vida de pesquisador no Brasil ainda apresenta bastante qualidades.

    • ana

      Mas para isso o profissional precisa ter um bom suporte financeiro de casa.

    • John

      Bom, realmente, tem muita coisa errada mais tem muitos privilégios que temos que não é a realidade brasileira. Sou de uma familia que não tem condições financeiras de me dar um suporte (inclusive nem gostaria de estando no doutorado depender deles). Atualmente estou nos EUA, pela primeira vez saindo do Brasil, para realizar parte do doutorado que somente foi possível graças a bolsa recebida pelo Brasil, com passagem e seguro saúde pagos.

      Falar que recebo muito para estar fora é mentira, passo com dinheiro contado, mas sem essa chance não teria outra oportunidade de me aperfeiçoar profissionalmente e ampliar minha visão da minha pesquisa.

  • Lucila

     Olá. Vi esse texto várias vezes compartilhado entre meus
    colegas aspirantes e pesquisadores. Só agora resolvi comenta-lo, pois tinha a
    esperança que a discussão saísse do universo pessoal e partisse para uma análise
    maior e mais participativa. Não ocorreu, porque ainda vejo os mesmos
    compartilhamentos, como o que me trouxe aqui. Acho um equívoco conclamar
    sensibilizar a opinião pública por meio da desistência, ao invés de
    conclama-los a uma discussão propositiva sobre a pesquisa e a formação de pesquisadores
    no Brasil. O texto toca, de leve, em alguns pontos-chave, como a inovação
    tecnológica, a inserção do estudante-pesquisador nas empresas, mas não parece
    perceber que este é um dos motivos da situação negativa da pesquisa e da
    remuneração de pesquisadores no país. Diversas economias, socialistas e
    capitalista, têm sua base na inovação tecnológica, que pode atingir os diversos
    campos do conhecimento. No Brasil, isso é embrionário, o que torna a produção
    científica quase artesanal. Diversos pesquisadores brasileiros já apresentaram
    essa discussão com bastante propriedade, como o Miguel Nicolelis, também neurocientista.
    O que acho é que os pesquisadores brasileiros ainda tem a visão romântica, de
    se enclausurar em seus locais de trabalho, pesquisando os temas pelos quais tem
    “paixão”, mas querem que o estado financie essa forma de pesquisa, que é quase
    um hobby…

    Quando toca na questão de remuneração, o texto é quase
    egoísta ao, por exemplo, comparar o valor de uma bolsa de iniciação científica
    ao salário mínimo. Este, constitucionalmente, presta-se a atender as
    necessidades de moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
    higiene, transporte e previdência social, de um trabalhador e toda sua família!
    A bolsa de iniciação científica serve, apenas, ao custeio da formação do aluno
    e ao incentivo a atuação na pesquisa científica. E, ao comparar um estudante de
    pós-graduação a um recém-formado em outros cursos, lança uma fábula gigantesca
    ao estabelecer o salário deste no patamar de R$ 3.000,00 – R$7.0000,00,
    esquecendo-se que tais salários são conquistados em concorrências semelhantes a
    concursos públicos e só os mais abnegados têm essa conquista em início de
    carreira. A maior parte, assim como a maior parte dos brasileiros, tem de se
    contentar com os passos iniciais de uma carreira. E, isso, equivale ao o que um
    estudante de pós-graduação faz.

    Por que, embora o estudante de pós-graduação seja uma
    promessa, ele ainda não é profissional, a não ser que já esteja empregado. Aquilo
    não é um emprego, é um aperfeiçoamento e, só depois de, no trabalho, empregar o
    conhecimento que adquiriu e aperfeiçoou na pós-graduação, é que este deveria ter
    a remuneração que o topo da carreira reserva. Se esta é baixa, chegamos ao
    ponto da discussão, que acho que está totalmente enviesada.

    O problema não é a remuneração que dada para o aprendiz de
    pesquisador, seja na iniciação científica ou na pós-graduação. O problema é o
    investimento nacional para ensino, pesquisa/inovação e extensão. Por que é tão
    baixo? O que podemos fazer para que aumente? Por que professores ganham mal,
    estudantes recebem pouco incentivos? Onde estão as premiações e concursos? Esse
    deveria ser o foco.

    Alguns levantaram que muitos dos estudantes, na verdade, não
    querem ser pesquisadores. É provável. Os cursos de Ciências Biológicas, por
    exemplo, têm o péssimo hábito de orientar os alunos a pularem de linha de
    pesquisa em linha de pesquisa, como mão-de-obra barata para a produção
    acadêmica e estes vão indo com a maré até terminar um doutorado que, por total
    desconhecimento dos benefícios reais de sua pesquisa, não poderá tirar o melhor
    deles, profissionalmente. Esses alunos seriam mais bem orientados com programas
    de estágios, que os expusessem as diversas áreas poderiam atuar. Um recém-formado
    poderia, por exemplo, entrar no mercado de trabalho e, só então, usar uma
    pós-graduação para aprimorar seu campo de trabalho. Era assim anteriormente e,
    acreditem, é muito mais impactante.

    Por fim, acho leviana a afirmação de que um professor
    universitário não é remunerado para ser pesquisador. Um professor-titular, por
    exemplo, com dedicação exclusiva, tem por obrigação de executar ensino,
    pesquisa e extensão. Se ganha mal por isso, voltamos a questão do investimento nacional
    em ensino, pesquisa e extensão.

    Então, desculpe-me, mas, vamos para de reclamar de barriga
    cheia em um país como o Brasil. Sugiro que se mobilizem, como qualquer classe,
    para modificar essa realidade.

  • Paulaculex

    Pior ainda é que depois deste sofrimento todo, quando você consegue, enfim, passar em um concurso, tem que esperar um ano e meio ou mais para ser chamado, ai é o fim da picada!

  • Lucy_hi5

    não me interessa as dificuldades, faço isso pelo conhecimento.

  • http://www.facebook.com/s.dyva Samara Dyva

    Quando eu fiz iniciação científica ganhava R$360, e agora entrei no mercado privado pra juntar uma grana antes do mestrado, porque só com a bolsa merreca é quase impossível sobreviver nas grandes capitais…

  • Enrique

     Texto bom, mas se a intenção era informar a realidade, além dos motivos para frustração mostrados acima, faltou citar outros fatores:

    - Na área acadêmica existem diferentes carreiras, com regimes e obrigações ligeiramente diferentes: a MS e a MTS (a sigla é essa mesmo? Não tenho certeza, afinal não é muito divulgado).
    - Uma bolsa de IC ser R$400 (12 horas semanais) e acharem pouco nos leva às contas, se fosse 44 horas estilo CLT isso dá aproximadamente R$ 1.460,00 (sem impostos). Isso é pouco, muito, ou de acordo com a realidade brasileira? Cada um conclua como quiser, baseado na respectiva realidade.

    Apesar da academia permitir o pensamento autônomo, como dito nos comentários, infelizmente, também resume o professor/pesquisador, formador de opinião, à indicadores de produtividade que, por exemplo, não refletiriam uma excelente didática na sala de aula. E inclusive podem por em dúvida a qualidade da pesquisa realizada, afinal os resultados obtidos seriam diluídos em vários congressos e papers, gerando mais produção, mas, infelizmente, de menor impacto.

    Sugestão de leitura, mais ou menos relacionada à crítica acima:
    “Anarquia, mercantilismo e a síndrome do publique ou pereça”
    por, Philip G. Altbach e Brendan Rapple.

  • camila l.

    Sabias palavras,esse texto deveria ser levado as escolas para mostrar os alunos que tem interesse em iniciar algum curso de graduação e consegui-te seguir a carreira de “pesquisador”.

  • Alana

    o “idealismo dos jovens” em virarem cientistas está um pouco longe da realidade atual, na minha opinião. Vejo muita gente fazer doutorado ou mestrado por que não encontraram empregos que paguem mais por isso… lógico que eu falo dos biólogos, físicos, químicos, matemáticos e por aí vai… 

  • Juannauj

    Muito elucidativo o artigo. Logo na graduação já nos sentimos desestimulados não só pelo baixo valor das bolsas, como também pela sobrecarga de trabalhos. Estudo em uma universidade estadual em que o curso é integral, passamos, no mínimo, 10 horas por dia na faculdade; somos cobrados para participar de organização de eventos, atlética, C.A., cursinho, além da iniciação científica; e, se não fizermos, ficamos para trás. A falta de companheirismo no trabalho, as falcatruas que ficamos sabendo entre os “pesquisadores”, também nos desestimulam a não escolher essa carreira. 

    Observando meus professores, orientadora, além de artigos como o seu, imagino como deva ser depois…

  • teo_soares

    Quem gosta de ciência, gosta de ciência e ponto! Quem tiver afim de enriquecer, seja político, jogador de futebol ou algo do tipo. Vivo MUITO bem com a bolsa de doutorado, que não considero um pagamento, mas como uma ajuda de manutenção. Afinal, meu pagamento é o prazer de fazer o que eu faço, dinheiro nunca pagaria 1 segundo de dedicação da minha vida. Essa coisa de fazer ciência com objetivo de projeção social ou econômica é o que tem feito com que a ciência praticada não tenha absolutamente nada de ciência. Sinceramente, eu não sei se seria legal aumentar a remuneração de cientistas, pois teríamos ainda mais pessoas sem qualquer aptidão para a coisa, mas espertos, sendo atraído para essa área e derrubando ainda mais a qualidade da ciência praticada.

    • Eiristides

      que babaca!

    • http://www.facebook.com/daniel.ferreira.756 Daniel Ferreira

      pelo contrário, os baixos salários afastam os talentosos….
      os talentosos preferem dedicar  a estudar para um bom concurso….ou setor privado.

    • http://profile.yahoo.com/DOGMRCTGCWWIJIW4DJZVG3F5RE F

      Mesmo assim, eu tb vivia muito bem com minha bolsa de doutorado e era feliz. Depois, quando a bolsa termina, e você vê a dificuldade que é a seguir a carreira científica decentemente, mantendo a produção alta (publicações), a dificuldade em encontrar e competir por uma posição permanente, em enfrentar o sistema educacional arcaico, aí a visão muda.

  • Laragabby

    As universidades públicas contratam pesquisadores como professores e os alunos se quiserem ter um vasto conhecimento tem que ser auto didata, pois os professores que estão em salas se aula, não são professores de verdade e sim pesquisadores, eles não se empenham para tal função, estão muito mais preocupados com suas pesquisas do que com os alunos que alí estão…

  • Antonio23

    AH: faltou de mencionar que para ser pesquisador tem que escrever projetos e ter sorte para ser aprovado por um avaliador que interess no teu projeto…

    Isto é piada……
     

  • Alaimsatc

    Vamos seguir em frente…

  • Luiz Morales

    Parabéns pelo texto…obviamente tu poderias comentar também a questão dos concursos, descritos como “processos justos de seleção”, ou mesmo seleções de mestrado e doutorado, que estão bem longe de ser justas, e não somente na minha área. Teu texto me fez lembrar meu primeiro ano de mestrado, quando não fui “agraciado” com uma das bolsas do meu curso de pós-graduação, e tinha que viver com 50 reais por semana gentilmente dados pela minha mãe para que eu conseguisse prosseguir meus estudos. Hoje estou bem e em uma posicão confortável (mas adivinhem….fora do Brasil)…Mais uma vez, parabéns!!!

  • Maura

    Passei por tudo isto no tempo que até concurso era difícil, graças a Deus alcancei meus objetivos, aos novos digo: não desistam, já foi pior! 

  • http://www.facebook.com/elisadosantos Elisa Dos Santos

    Muito bom texto, dra Suzana.
    Eu sou estudante de uma universidade pública e pretendo informar meus colegas a respeito de seu comentário. Colocarei um cartaz expondo uma comparação entre um cientista e um engenheiro no Brasil e o link da sua postagem para que os outros estudantes desta universidade leiam esse seu comentário.

  • Ju

    Pra quem passava fome no RJ, vir pro RS, estudar e hoje ter uma bolsa de R$ 2.000… dá e sobra. Não tenho o que reclamar. Na verdade, tudo poderia ser melhor, mas não vivemos em um mundo ideal. Vivemos na realidade, e a realidade é que os pós graduandos correspondem a uma parcela muito privilegiada da população. Oportunidades nos foram dadas de apenas usar nosso cérebro e dedicar-se ao estudo e acabar com uma graninha decente. Qualquer pobre como eu, que não seja burro e tenha saco pra se adaptar ao mundo (estranho) da pesquisa, deveria se dar por feliz. Mas é claro que sempre vão haver os classe média de plantão que acham que deveriam viver como milionários.

  • http://www.facebook.com/people/Leonardo-De-Carvalho-Fontoura/100000922062665 Leonardo De Carvalho Fontoura

    Mas se você descobrir algo muito interessante vai poder patentear e viver de royalties para o resto da vida…. agora convenhamos.. tem cada pesquisa que não melhora em nada a sociedade…. 

  • Sueli

    Ei BRASIL cadê tu?……………Sei que você pode criar o nosso o nosso futuro aqui ………Não expulsa teus filhos para outro país.

  • http://www.facebook.com/haroldo.rego Haroldo Rego

    Culturalmente somos acovardados e não levantamos bandeiras, porém, algumas bandeiras devem ser levantadas e porque não ?

  • Arthur

    Tou acabando o terceiro período de História e pretendo seguir o mesmo longo e árduo caminho… força e perseverança!

    Ótima análise da falta de incentivo e inexistência da carreira de pesquisador no Brasil.

  • lidianycs

    Por isso decidi trabalhar primeiro e fzr mestrado somente se possível.

  • Danilo Brambila

    Com certeza essa situacao tem que melhorar. Mas diferente do que o autor do texto parece querer induzir, os problemas da valorizacao da pos graduacao nao eh apenas do brasil, mas do mundo inteiro. Nos EUA PhD ganha no maximo 25.000USD por ano, enquanto um engenheiro, administrador, advogado, etc nao pensa em aceitar um emprego por menos que 60.000USD, ou seja a diferenca de salario eh comparavel a que temos no Brasil.

    Outra coisa, fora do Brasil nao existe esse negocio de ganhar dinheiro para fazer mestrado. Existem apenas algumas rarissimas excessoes de alguns programas especiais.

    O salario de um doutorando no Brasil eh sim baixo. Mas com ele, pode-se viver muito bem em uma cidade do interior. Obvio que isso nao eh o caso se o cara mora em Sao Paulo. Note no entanto que essa situacao nao eh de nenhum modo diferente da de 2 doutorandos ganhando o mesmo salario, soh que um morando em Paris e outro em Toulouse.

    Quanto a ambiguidade do papel de professor/pesquisador dentro da universidade, eu concordo plenamente com o autor. Acho que o Brasil deveria criar mais centros voltados apenas a pesquisa. 

    • http://profile.yahoo.com/IRDLDCVMEZFFMSB4DU3SFN47CY Cristiano

      Cara, acho que você está desinformado. Pra começar, o curso de mestrado em outros países faz parte da graduação. Outra coisa, no doutorado, a bolsa paga para um estudante na Alemanha é quase igual ao salário de um engenheiro. Pra você ter uma ideia, a um tempo atrás tivemos no nosso laboratório um estudante de doutorado da Alemanha, que durante os 3 meses que ficou no Brasil, ele ficou em um apart hotel. Até tivemos que explicar para o porquê que além de receber bolsa, trabalhavamos dando aula particulares, ou seja, para complementar o valor baixo das bolsas.

      • http://profile.yahoo.com/DOGMRCTGCWWIJIW4DJZVG3F5RE F

        Não sei, Cristiano, pelo que sei os doutorandos na Alemanha recebem mil euros e para muitas cidades é apertado, só o aluguel sai metade disso. E isso é a bolsa do Max-Planck.

  • http://www.facebook.com/lis.melo Lis Melo

    apesar de um retrato um pouco exagerado (na minha época, arrumar um estágio remunerado de um salário mínimo com 20 horas semanais era quase impossível, tornando a bolsa Pibic atraente; realmente a situação das bolsas brasileiras é deprimente, mas você sabia que não é muito diferente em países desenvolvidos? a bolsa de doutorado no canadá é em torno de mil dolares por mes, nos estados unidos, não passa de 1500, e na europa também. O custo de vida de lá é em geral maior que no Brasil!). é verdade que nos países desenvolvidos vc tem maior chance de ser empregado como doutor nas indústrias privadas, e como pesquisador também, mas ao invés de vc querer desanimar futuros cientistas, vc deveria lutar pelos nossos direitos de pesquisador. agora entende por que o brasil está perdido do jeito que esta? por que aqui, pessoas como vc, desistem, e não lutam por algo melhor. Já viu o tanto de protesto que os franceses, espanhois fazem contra o governo? Por que aqui os brasileiros não fazem o mesmo? Quem está afundando o nosos país, somos nós, por não lutar, por nao se indignar e dizer ‘vou fazer diferente e não ficar de braços cruzados rezando pro país se afundar mais’. O CBPF que é um grande centro de pesquisa teve um grande concurso há pouco tempo, com cargos com salarios inicias de 10 mil reais. Minha pergunta é, cadê o tanto de doutores que vc diz que tem no Brasil? Por que as vagas não tinham nem 10 candidatos por vaga?? Por que as pessoas não lutam por algo melhor? eu acho que vc tinha que querer isso, ao invés de desincentivar as pessoas a procurem outra carreira.. 

  • Rita De Cássia

    Que alívio, achei que apenas eu tinha essa visão da pós-graduação! Precisa-se de cabeças que pensam a pós-graduação de forma integrada… pesquisa, tecnologia e remuneração/reconhecimento
     condizente com a carga intelectual que adquirimos.

  • http://www.facebook.com/valteralvespereira Valter Alves Pereira Alves

    Parabéns! Dra. Suzana! Sou seu fã incondicional.! Há um descaso notável com a Ciência, neste País…Acabo de concluir um Mestrado num Programa de Pós-graduação super sério e muito bem avaliado pela CAPES. E…? Sinto-me perdido!. Vou tentar continuar com o doutorado, na expectativa de que um luz no fim do túnel aponte-me algum caminho..! Mesmo para concorrer à vaga de professor ou pesquisador, não tenho segurança quanto á lisura do processo seletivo. felizmente, já tenho o dobro da idade a que se refere o seu artigo e faço Ciência, sem o desespero de sobreviver.

  • Pedro Teixeira

    Triste?!  Brasileiros são foda mesmo. Se vc está lendo isso vc provavelmente não paga nada para estudar. Se vai se tornar cientista vc provavelmente faz um curso muito caro para o governo. Dai o governo te dá uma bolsa e vc ainda reclama? Vai ver como que é no exterior? Pior ainda é o mestrado, que o pessoal ainda reclama da bolsa. Você está GANHANDO para fazer mestrado sem pagar nada! Se é tão bom assim que devia ganhar mais vai dar as caras na industria e pesquisa privada. 

    • http://twitter.com/himurator Rodrigo Furman

      Agora você também não paga imposto, né? O governo que é bonzinho e dá tudo de graça, gente!

  • http://www.facebook.com/branaclara Clarissa Pereira

    A grande questão é que para o mercado não importa se você tem doutorado, mestrado, especialização…. sem EXPERIÊNCIA tudo isso não adianta nada. A grande sacada seria fazer mestrado/doutorado e ainda assim  trabalhar em paralelo na sua área (isso é muito difícil). pelo menos na área de engenharia mecânica é assim, se você for engenheira e quer trabalhar no mercado, experiência é fundamental.

  • http://www.facebook.com/marcelo.p.rosa.31 Marcelo Prado Rosa

    sensacional…! Muito bom…!
    Se este texto tivesse em minhas mãos [ou tela de computador] nunca na vida teria acreditado na ilusão que é ser bolsista de Iniciação Científica e por consequência bolsista de mestrado. Teria feito outro curso direto, sem ter que aprender na carne primeiro.
    Muito bom… parabéns.

  • http://www.facebook.com/daniel.ferreira.756 Daniel Ferreira

    o tempo destinado ao meu mestrado, eu já poderia ter passado em um ótimo concurso em brasília…..escolhas né….foda….

  • http://www.facebook.com/vinicius.terraloyola Vinicius Terra Loyola

    Excelente Texto Dra.

    Realmente a Pesquisa no Brasil tem muito o que avançar, porém tem alguns pontos que não me identifiquei com a realidade apresentada.

    Sou mestrando e pesquisador em SP. Moro em um república com outros pós-graduandos sendo que um é doutorando e outros dois acabaram de terminar o mestrado.

    O Doutorando ja estava dando aula em faculdade 1 ano após a conclusao do Mestrado. Já os meus colegas que acabaram de terminar o Mestrado, um deles conseguiu emprego rapidamente em uma Faculdade.

    Sem falar que o valor financeiro que eles ganham está longe de deixá-los em necessidade financeira.

    Obviamente a situação de Ensino e Pesquisa em SP é privilegiada comparada com o resto do país, mas estou postando minhas impressões sobre isso para ampliarmos a discussão sobre o Sistema Educacional para Ensino Superior. 

    Abç.

  • http://www.facebook.com/vinicius.terraloyola Vinicius Terra Loyola

    Excelente Texto Dra.

    Realmente a Pesquisa no Brasil tem muito o que avançar, porém tem alguns pontos que não me identifiquei com a realidade apresentada.

    Sou mestrando e pesquisador em SP. Moro em um república com outros pós-graduandos sendo que um é doutorando e outros dois acabaram de terminar o mestrado.

    O Doutorando ja estava dando aula em faculdade 1 ano após a conclusao do Mestrado. Já os meus colegas que acabaram de terminar o Mestrado, um deles conseguiu emprego rapidamente em uma Faculdade.

    Sem falar que o valor financeiro que eles ganham está longe de deixá-los em necessidade financeira.

    Obviamente a situação de Ensino e Pesquisa em SP é privilegiada comparada com o resto do país, mas estou postando minhas impressões sobre isso para ampliarmos a discussão sobre o Sistema Educacional para Ensino Superior. 

    Abç.

  • Pingback: Você realmente quer ser cientista? « Sociocídio

  • Yara

    Esse artigo não me disse nada. Sou da Letras, ser pesquisador (e sim, professor, pois eu me formei foi pra isso) ainda é um sonho na minha área. A bolsa da Capes, pra mim e pra quem é do meu curso, é uma fortuna. Melhor que a mixaria que recebo como professora. E ainda com a possibilidade bem real de ganhar melhor no futuro e seguir carreira acadêmica. Essa nova resolução foi uma mão na roda pra quem é professor: não falta trabalho (ainda mais cursando mestrado) e posso adequar a carga horária ao máximo permitido. Deveriam especificar no artigo que ele não é dirigido a todas as áreas.

  • http://twitter.com/laura_tinha laura tinha

    Perfeita colocação! Ao meu ponto de vista, ser pesquisadora envolve muito mais os sentimentos de amor e paixão que qualquer interesse financeiro. Veja os músicos Mozart, Bethoveen, os quais morreram pobres e suas obras transcenderam o tempo. Buscar a ciência é um caminho árduo e ingrato, como pesquisadora me vejo muito longe de ser uma cientista, me vejo com uma conta bancaria magra, com problemas de insônia e ansiedade, me vejo engordando, abdicando de uma social, cada dia mais triste e menos desiludida com o mundo. Porém, todos esses desejos mundanos ficam mínimos quando meu desejo é fazer ciência. Sejamos otimistas, amanha pode ser melhor, na verdade amanha vai ser melhor. Muito bom o texto professora Suzana, fico muito feliz por esse ponto de vista ! Obrigada

  • Nathalia

    Só uma dúvida… tem como “trancar” um doutorado? Ou desistir de vez? E a bolsa que eu já recebi, tenho que pagar de volta? Alguém sabe como funciona??

  • Gabriel Magalhães e Silva

    Sou físico e tem um ditado na Física que também é válido para os pesquisadores de outras áreas: Ser físico no Brasil é o jeito mais difícil de ser pobre

  • Aline Camila

    Adorei o texto. Vocês poderiam também pedir autorização para postar a parte 2? Tem as sugestões da Suzana, muito boas! :)

  • ASAS

    Eu sou Eng. Eletronico, mas na verdade meu “sonho” sempre foi ser Cientista, Fisico para ser mais preciso.
    Depois de me graduar como Eng, eu tive a sorte de conseguir um bom trabalho em uma Multinacional durante 7 anos, mas NUNCA esquecia do antigo sonho. Resolvi entao largar tudo e fazer um Mestrado em Fisica. Depois do Mestrado, o sonho simplesmente acabou. Nao queria mais saber nada de Doutorado, e voltei a ser Eng. Hoje sou MUITO feliz e nao me arrependo da escolha de voltar, nem muito menos de ter feito o Mestrado.
    Eu tentei, mas continuar com aquele sonho era uma tremenda burrice e perda de tempo, era como lutar completamente nu em um coliseu cheio de leoes famintos.
    Eu acredito que muitos nao desistem do “sonho” simplesmente porque nao sabem fazer nada mais que “estudar”, nunca realmente trabalharam na vida, ou produziram algo util, e nao sabem realmente o que eh ser reconhecido e apreciado pelo trabalho que faz.
    Sorte aos futuros “cientistas”, isso eh tudo que eu posso lhes desejar.

  • http://www.facebook.com/people/Tatiana-C-P-Dutra/1605927769 Tatiana C. P. Dutra

    Desculpa, a todos que criticaram o texto acima…mas é a mais pura verdade. Não passamos de nada além que mão de obra barata. Acabei desistindo do meu doutorado em microbiologia com possibilidade de estudar na Alemanha. Como foi dito acima, já fui uma jovem cheia de ideais e ideias! Ainda sou completamente louca pela microbiologia, amo o que leio sobre, mas a beira dos 28 anos me fez pensar em tudo o q eu já tinha construido; NADA. Amigos que não seguiram a carreira academica não ganham rios de dinheiros, mas todos já tem um vida profissional. Desde que terminei minha gradução ouço: mas o que vc faz mesmo? So estuda? Quantos sábados e domingos, eu passei no laboratório para trocar meios, para fazer um replique, para ver a morfologia da célula….. Ter sido selecionada pra trabalhar numa empresa privada de pesquisa clinica me fez olhar isso tudo de outra forma: há uma vida além da bancada. Uma vez ouvi de um professor: A ciencia se faz por prazer… então pergunto: porque ele não ensinar/pesquisar por prazer ao invés de aderir as greves por melhorias de salário????
    Enquanto não houver outra oportunidade para os futuros profissionais, continuará a corrida massiva pela vaga na pós graduação?!
    Continuo não ganhando muitos, mas de algum ponto temos que partir…a hora de arriscar é agora! Se não for nada disso, eu volto pro doutorado. Ao menos vou ter bolsa (se o governo permitir);;;;kkkkk

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001348055745 Eliani de Araujo

    Concordo plenamente e protesto veementemente contra a política para formação de cientistas que se usa no Brasil. Os Institutos de pesquisa existentes e em extinção estão tão sucateados e recebem tão poucos incentivos que os pesquisadores que ainda permanecem, são verdadeiros heróis, muitas vezes colocando dinheiro próprio para poder continuar seu experimento. 
    Parabéns à iniciativa de divulgar, mas precisamos pensar em como reverter essa situação,Os nossos secretários, ministros, e demais governantes precisam ser alertados ou até ameaçados pois é muito frustrante ter um estudante gênio sendo tratado de maneira grosseira. Um gari ( sem desrrespeitar ), um mensageiro, um catador de latinhas, ganha mais que um estudante tentando fazer mestrado, doutorado e carreira científica.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001348055745 Eliani de Araujo

    Lastimante. O texto é o perfeito retrato do que se passa no Brasil . O pior é que nossos governantes não estão nem aí com o que está acontecendo na ciência. Estão preocupados demais com a forma de desviar dinheiro público em interesse próprio.

    • http://profile.yahoo.com/DOGMRCTGCWWIJIW4DJZVG3F5RE F

      O ciência sem fronteiras não é coisa da Dilma? Há muito mais investimento hoje do que nos anos anteriores, as bolsas estão sendo reajustadas, ao contrário de uma década atrás. 

  • Fernanda Castelo

    Muito bom, um ótimo retrato de como é a real situação de um pesquisador.

  • http://www.facebook.com/fernanda.araujodossantos.792 Fernanda Araujo Dos Santos

    nao gosto que falem assim da profissao que quero seguir porque se ela nao existisse vcs nao saberiam como eram muitas coisas e nada vai me fazer mudar de ideia e nao importa quanto me pagam ou vou ter que pagar eu amo ciencias

  • http://www.facebook.com/gabiprando Gabi Prando

    Estou no ultimo ano de bacharelado em física e até a pouco tempo tinha certeza em seguir uma carreira como pesquisadora, mas considerando estes fatores que descreve, tenho pensado seriamente em desistir.  
    Ser pesquisador vai além de escolher uma profissão é uma vida dedicada a algo, se já na iniciação muitas vezes fim de semana e feriados você se ocupa estudando horas intermináveis outra estará participando de congressos. 
    Mas é decepcionante a falta de reconhecimento, de pagamento e as dificuldades diárias, como se manter com esses valores irrisórios. 
    Outra coisa que sei , se desistir até o final desde ano, provavelmente terei sempre um sonho não realizado.
    Queria ser pesquisadora e não um monge franciscano.  

  • http://www.facebook.com/joana.gasperazzo Joana Gasperazzo

    O último concurso pra pesquisador do INCA exigia no MÍNIMO 3 anos de Pós-Doc…..

  • Adalberto Luiz Miranda Filho

    Esse site não informa nada de positivo sobre a vida dos pós graduandos… fiz uma busca mas nada foi encontrado… !!!
    A vida no mestrado e agora doutorado me possibilitou conhecer todos os continentes do mundo, vai me possibilitar esse ano morar nos EUA…me possibilita viajar pelo Brasil, conhecer pessoas… fazer um trabalho que é prazeroso… me possibilita todos as tardes pegar uma praia, pois moro no Rio de janeiro… me possibilita viver muito bem… pois ainda posso exercer outras atividades remunerada!!! Não sou rico mais sou feliz…. e não dependo de ninguém para viver…Há quem ache ruim uma bolsa de 3700 reais para um pós-doc (no conceito de alguns “desempregado e preguiçoso”) Há quem goste da vida acadêmica…Há quem goste de trabalhar das 8 as 17 horas de segunda a sexta (sob pressão… gerente no pé… cumprir meta…)Há quem goste de roubar e ser corrupto ou fumar maconha…Ou seja: cada um faz o que quer de sua  vida… e ninguém tem nada com isso!!!

  • http://www.facebook.com/kamy.karolline Kamy Karolline

    Que bosta.. A gente cresce achando que será o máximo ser um cientista, como nos filmes e depois descobre que a realidade é uma verdadeira merda, como o Brasil quer crescer desse jeito? Não entendo. 

  • http://www.facebook.com/victorbasile.astuto Victor Basile Astuto

    Infelizmente estou tentando algo na iniciativa privada só pelo $$$$. COisa que não me deixa nem um pouco feliz mas eu preciso viver e não sobreviver

  • Ed Uchoa

    A vida do jovem cientista no Brasil não é uma maravilha. Mas em outros lugares é pior ainda. Na França, depois do doutorado vc vira Maitre de Conferences. Aula a beça e um salário que dá pra alugar um sala e quarto em Paris. Professeur mesmo só aos 40, se vc tiver boa produção. Na Alemanha também só se costuma ter posição permanente depois dos 40.

  • Veiga

    Estão desmotivadinhos com a academia? Vazem e vão trabalhar 40 horas semanais em uma empresa qq da área de vocês! Não tem dinheiro? Pois que trabalhem por fora fazendo bicos. Não consegue? Escolha um ou outro. Detesto gente que faz uma escolha e fica se lamentando pq fez uma escolha ruim. Enfim, todas tem seus lados bons e ruins. Parece um bando de bebês choramingando… escolheram? Agora que lutem para que as coisas melhorem, e lutar não é ficar postando reclamações aqui, comecem sendo menos individualistas/separatistas/bairristas e clamem por melhorias de forma apropriada.

  • tomcat.gato

    Ser pesquisador no Brasil, me fez lembrar da frase de um amigo que cursava a carreira de cinema. Ele disse o seguinte:
    A carreira de cinema no Brasil se resume a seguinte frase: ” uma camera na mao, uma ideia na cabeca e uma barriga vazia” .
    Triste destino dos cientistas do nosso pais.

  • Rafael

    Tem gente que se conforma em viver fazendo planilha
    em escritório das 9 as 18, fazendo cadastro meia-boca, enrolando em
    reunião o dia todo, “gerente” que gerencia à maneira capataz de ser (só
    encaminha as ordens para os funcionários e fica o resto do dia lendo o
    globoesporte, não procura entender que gerencia não é nem de longe
    isso). Claro, se você estiver feliz com esse estilo de vida desenhado
    pelo capitalismo, vá em frente! Sinceramente, eu não aguento mais essa
    vida de escritório, larguei tudo e vou fazer faculdade novamente, e sim, quero ser
    pesquisador, mesmo ganhando uma merda (aprendi a não ceder as pressões
    sociais, consigo viver com pouco). Vou entrar numa área totalmente
    diferente da minha, e até o momento estou muito feliz, prefiro assim,
    prefiro ter capital intelectual, o resto eu corro atrás.

    Li por
    aqui gente se orgulhando em ser reconhecido por algum trabalho que fez
    no meio privado e menosprezando a pesquisa. Você acha realmente que
    cortar 500 mil reais de despesas no ano Y do setor X na empresa XYZ da
    esquina é algo pra ser orgulhar? É algo realmente útil? Seu cargo com um
    nome sofisticado de Analista de X, que no final das contas só envia
    email e enrola em reuniões é algo pra se orgulhar? Você se contenta com
    pouco mesmo. Seu trabalho é algo temporal, nada diferente de um cara que
    trabalhava na linha de produção no ínicio do século XX. Prefiro procurar
    conhecimento, com ele, eu me viro.

  • http://www.facebook.com/mrockndroll Manoel Rock’nd Roll

    ”Bons salários não vem a ter tanta importância”, mas o descaso do governo em não dar assistência às pesquisas é o que mais me indigna, a ciência é a base para uma vida sem medos e plena, ao invés de se preocupar com o próximo capitulo de uma novela ou o próximo jogo do seu time, todos devemos lutar por melhorias nos sistemas de educação.

  • Indignado

    Ótimo texto!

    Juro que se tivesse lido isto antes não teria me bandiado para o mestrado, onde além de tudo que foi citado eu ainda sou obrigado a “bater-ponto”!

    Isso mesmo, tipo funcionário público porém sem direito algum. Todos os dias 4 vezes ao dia, cumprindo uma carga de 40h semanais. Sem direito a vale transporte, ticket, auxílio… absolutamente NADA!

    A Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, situada na região norte de Minas Gerais, instituiu o ponto obrigatório para os bolsistas de mestrado. Caso queira continuar recebendo a bolsa o mestrando é obrigado a seguir as novas normas.

    Um absurdo e eu diria até abuso de poder!

    Afinal, em que era estamos?! E além do mais, a universidade não possui nenhuma estrutura para que os estudantes permaneçam tanto tempo em suas dependências. Não temos SALA para estudos (em grupo e individual), não temos internet de qualidade (toda semana fica fora do ar além de não ser wi-fi a faculdade não disponibiliza cabos para conexão, temos que revesar com outros colegas), não temos restaurante universitário e a única cantina funciona quando quer e muitas outras irregularidades. Para se manter um PESQUISADOR em um local é preciso que se forneça o mínimo de condição para estudo. E isso está longe de acontecer na UNIMONTES.

    É uma vergonhas!

    E a coordenação é totalmente irreversível. Não aceitam nenhum tipo de negociação. E a CAPES apenas afirma que os critérios de seleção e distribuição de bolsas são responsabilidade da instituição de ensino. Ou seja, a UNIMONTES vai continuar fazendo o que bem entender com os mestrandos (FALTA DE RESPEITO!)… até que o mestrado acabe de vez.

    Indignação!

    Aff…

  • Leandro Bemfica Rodrigues

    Isso é a mais pura verdade. Meu irmão mais novo saiu da Faculdade de Engenharia Mecatrônica com um “superprojeto”, buscou bolsa de pós junto ao CNPq e ficou “a ver navios”: não tinha um currículo acadêmico excelente visto que não pôde ser estudante universitário 100% do tempo, tinha que fazer estágio (que conseguiu sozinho), trabalhar, etc. Resultado, sabe a história do ” a ver navios”, pois é, ele resolveu embarcar no tal “navio”, aportando na Itália, Universidade de Bologna (que dispensa apresentações, para quem conhece), onde não só foi aprovado no Mestrado e no Doutorado, como também, após um ano, adivinha…sabe o tal “superprojeto” que para o CNPq e para o Brasil varonil nada valeram…foi aprovado e selecionado para receber uma bolsa integral do Governo da ITÁLIA (!). Hoje o garoto está lá, com uma bolsa de mais de 2000 euros (sem impostos). O que você acha que ele acha do Brasil? Nem vou responder, porque, como avisado acima, “os comentários deste site são moderados. Não serão aceitos…ofensas e palavrões”.

  • Rodrigo

    O texto é muito bom, e retrata um pouco a realidade de pesquisa no Brasil. Mas cabe ressaltar que ninguém é ou foi obrigado a fazer pós graduação, se estamos fazendo é porque escolhemos. Já dizia meu ex orientador de iniciação científica: CONVÉM TRABALHAR PELO QUE SE AMA E AMAR AQUILO COM QUE SE TRABALHA..Ora bolas!!! se reclama, porque esta fazendo???? Arrume um emprego!!!!! Eu quando terminei a graduação recebi um convite para trabalhar em uma grande empresa de cimentos e simplesmente, recusei, pois ja havia passado na seleção para o mestrado…Atualmente faço doutorado na Espanha. Neste tempo que estou aqui, dá para perceber que um grande defeito de nós brasileiros, é o jeitinho brasileiro…Queremos sempre sair ganhando, sempre ter proveito de uma situação..Concordo com o texto, mas temos que refletir sobre nossas atitudes também..Quando essas pessoas que reclamam tanto, conseguir um bom emprego (Tenho amigos doutores em industrias, ganhando inicial R$ 8.000,00) NÃO irão reclamar mais, pelo contrario, vão bater no peito dizendo que o bom emprego que tem hoje é devido a formação que teve na pós graduação..

  • Rickson

    Você certamente não é de uma área digna que possa se chamar ciência… Você omitiu muitos detalhes, fez generalizações e ainda desmotivou mais a carreira científica. Continue fazendo seu trabalho de merda, e pare de pensar que faz ciência.

As opiniões expostas nos comentários não refletem as do autor do blog, algumas vezes mal refletem as do autor do comentário.


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